Egoísmo

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"Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderia dar em troca de sua alma?"Marcos 8:36-37

Depois de muito tempo sem escrever nada, tanto por falta de tempo quanto por preguiça mesmo, eu voltei e espero manter uma periodicidade maior. Mas vamos à postagem logo.

Eu tenho refletido muito esses dias sobre a minha vida no geral, nas coisas que eu penso e imagino sobre tudo (família, emprego, estudos, futuro, tempo, etc) e percebi que eu sou muito egoísta. É, isso mesmo, egoísta.

"Egoísmo (ego + ismo) é o hábito ou a atitude de uma pessoa colocar seus interesses, opiniões, desejos, necessidades em primeiro lugar, em detrimento (ou não) do ambiente e das demais pessoas com que se relaciona."

E eu percebi isso porque eu gosto muito de gastar dinheiro comprando as coisas que eu gosto e quero ter: Action Figures, livros, HQs, gadgets, equipamentos de guitarra, etc. E não é errado ter isso e nem gastar dinheiro comprando isso, já que o dinheiro é meu e eu gasto ele como achar melhor. Mas também percebi que esse egoísmo me fazia um pouco mais distante das pessoas. Distante no sentido de eu me sentir feliz e confortável com o que eu comprei. Feliz em poder usar o meu dinheiro comprando algo que eu gostaria de comprar. Não sentindo necessidade imediata em estar com outra pessoa compartilhando momentos com ela, por estar ocupado com as minhas coisas.

Sabe quando você é criança e o seu amiguinho pede um brinquedo emprestado? Então, eu ainda sou um pouco assim com as minhas coisas como um todo.

Há algumas semanas, na IBB, igreja onde a minha noiva congrega, teve a Madrugada do Carinho, onde as pessoas podiam compartilhar o amor de uma maneira mais "concreta", recebendo alimentos, cobertores e outras coisas importantes para a sobrevivência, o básico mesmo. Não pude ir por alguns motivos, mas esse tipo de ação me faz pensar sobre as minhas prioridades e sobre o que eu tenho feito com meus bens. Eu gosto muito de comprar coisas pra mim e de usufruir disso tudo, ao mesmo tempo em que eu tenho "pena" de dar dinheiro pra quem precisa. Isso é da minha natureza, e acredito que seja da natureza do homem como um todo. Pensar em si mesmo antes do outro. Talvez seja por isso que Jesus nos manda amar o próximo como a si mesmo (Mc 12:31).

Minha natureza é egoísta, e acho que essa é uma das características da nossa geração. Estamos muito fechados em nós mesmos, estamos substituindo essa noção de coletividade por uma de individualidade extrema, onde cada um se fecha dentro do seu mundo particular, esquecendo-se do mundo do outro. Vivemos tanto para nós mesmos que esquecemos do outro. "Farinha pouca meu pirão primeiro", diziam os mais velhos, e creio ser uma verdade para os nossos dias.

Essa natureza egoísta tem nos feito mesquinhos e arrogantes, pensamos ser autossuficientes, não precisamos do outro pra nada, posso encontrar tudo o que eu quiser sozinho, posso aprender sozinho e mais um monte de coisas que a tecnologia nos proporciona, dentre tantas outras coisas.

A cristandade antiga me ensina uma coisa muito diferente do nosso individualismo, que é - adivinhem - isso mesmo, o COLETIVISMO. Essa noção de que o eu não sobrepõe o coletivo é algo fantástico e que eu preciso exercitar todo dia. Eu preciso exercitar isso em mim, pra que a minha natureza carnal não se sobreponha à natureza do novo homem, da nova criatura. E isso não pode ser forçado por ninguém e nem ser por obrigação, mas sim por amor e exercício mesmo.

O versículo que eu postei ali encima sempre vem à minha mente quando eu sou egoísta, afinal de contas, de que adianta eu ter tudo isso e todas essas coisas se eu não vou levar nada daqui quando partir pra oura vida?

Não quero fazer isso e nem escrever pra que você (ou eu) se sinta mal por comprar suas coisas; eu cou continuar comprando minhas coisas e exercendo minha individualidade do ser, mas também vou exercitar essa minha noção de coletividade um pouco mais, afinal, Jesus e a cristandade antiga me ensinam isso todo dia.

A física quântica

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Estou muito longe de entender ou de estudar com afinco a física quântica ( não sou  o melhor com disciplinas exatas), mas fiz uma reflexão sobre isso lendo o "Antes de Watchmen" do Dr Manhattan e o "Entendendo Física Quântica" (ou quase). Segue abaixo:

"Na física quântica, quem observa afeta o que é observado, de modo que uma partícula é uma partícula apenas quando você está olhando pra ela. Se afastar o olhar, ela se torna uma onda. Olhe de novo e ela vira partícula. Então o Gato (de Schrödinger) existe em ambos os estados até que o observador quântico abra a caixa e VEJA o seu interior.

Então, as duas possibilidades se conjugam numa única realidade; um gato vivo e um gato morto.

Assim sendo, seja lá o que você ACHA que sabe, na verdade não tem certeza do que tem na caixa até que abra e olhe dentro." - Antes de Watchmen/Dr Manhattan; explicação sobre a física quântica através do Gato de Schrödinger.

Na física quântica a realidade depende do observador, tudo que existe aconteceu porque o observador quântico fez com que acontecesse. A realidade só é essa em que vivemos porque foi observada. Resumindo bastante, tudo acontece porque Alguém está observando e fazendo com que aconteça desse jeito em que vivemos, e isso tá escrito lá naquele livro que muita gente rejeita hoje em dia, falando que é "ultrapassado e retrógrado". A física quântica se resume em:

"..e VIU Deus que era bom."


Essa pequena reflexão me faz pensar sobre a tão difundida dicotomia religião/ciência, onde uma é oposta à outra. Esse pensamento vem (erroneamente) sido difundido desde a época do Iluminismo, no Séc XVIII, onde os pensadores estipularam essa dicotomia entre a ciência e a religião, onde é atrasada e retrógrada, e aquela, por outro lado, está evoluída, pois usa a razão (e somente ela) como forma de conhecer a realidade.

Na minha postagem anterior (Leia aqui), eu comentei sobre o que essa influência racional e o total esquecimento de Deus fez com o mundo. Hoje em dia vemos que a ciência e a religião estão voltando a se encontrar em assuntos comuns, mas isso é assunto para outro post.

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Até mais!

Meu povo perece por falta de conhecimento

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"Porque meu povo se perde por falta de conhecimento;" Oséias 4:6a

Refleti esses dias sobre esse versículo e sobre a história de Oséias. O contexto em que esse versículo é dito não se encaixa na realidade vivida por Israel no reino do norte: As pessoas prosperavam e tudo corria bem para elas. Apesar disso tudo, havia um profeta lá, Oséias, que falava constantemente sobre o juízo de Deus sobre aquela terra, por causa da desobediência do povo em adorar outros deuses.

O "conhecimento" citado pelo versículo não é de ignorância, de não saber nada, mas sim de esquecer-se de quem Deus foi pra eles, substituindo-O por deuses de povos ao redor. Nesse meio, Oséias casou-se com a prostituta Gomer à pedido de Deus, e Deus pediu para que ele a amasse, mesmo sabendo que ela o trairia muitas vezes. Esse casamento significava a relação de Deus com Israel, que mesmo O traindo, Deus ainda amava.

Pensando nessa história eu me vejo no mundo atual: nunca se soube mais que em nossos dias, a tecnologia avança rapidamente e o homem está cada dia mais se superando. Nunca se teve tanto acesso à informação, nunca se soube tanto sobre tudo quanto agora.

Assim, como "meu povo se perde por falta de conhecimento"?

Apesar de todo o "progresso" do séc XX e XXI, nunca se foi tão infeliz quanto hoje em dia, a depressão é a "doença do século" e a insatisfação aumenta a cada dia. Avançamos tanto, e justamente no século em que nos esquecemos de Deus, foi o mais "longo" da história. Tantas guerras, doenças, revoltas e outras coisas que aumentaram justamente no século do "progresso".

"Nunca se teve tanto quanto na nossa geração, e nunca se foi tão infeliz", é uma frase que me vem à mente quando penso na geração atual.

Mesmo com todo o "progresso" humano, construímos deuses falsos: Nós mesmos. Nos achamos superiores e autossuficientes, não precisamos de Deus para nada, somos prósperos e de bem com a vida, como na história de Oséias. "Não tem nenhum julgamento vindo, isso é bobagem!", dizemos. Somos felizes sem deuses, saímos do obscurantismo que a religião nos trazia, agora vemos tudo claramente! Podemos pensar sobre o que o homem é e sobre o sentido de estarmos aqui nesse Universo. temos todo o conhecimento ao nosso alcance. Os "profetas" de nossos dias estão avisando sobre o juízo. Alguma semelhança?

"meu povo se perde por falta de conhecimento" é uma frase que ainda vale para os nossos dias, penso eu.

"Como Ele pode amar alguém que O trai sempre?" nos perguntamos, "Como Ele aguenta ser tratado assim", indagamos. Ele nos ama porque o amor Dele não depende de nós. Da mesma forma que Oséias amou Gomer apesar de tudo que ela fez com ele, Deus nos amou e nos ama, mostrando isso mandando Jesus Cristo para nos salvar.

Enquanto o homem do futuro "avança", perecemos por falta do conhecimento verdadeiro, aquele que nos trás Vida, e Vida de verdade. Precisamos nos despir desses deuses atuais e nos lembrar do verdadeiro Deus, nos esforçando para conhece-Lo.

"Quem é sábio atenda a estas coisas! Que o homem inteligente reflita nelas, porque os caminhos do Senhor são retos. Os justos andam por eles, mas os pecadores neles tropeçam. "
Oséias 14:9

o Novo Testamento foi adulterado?

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Em uma de suas palestras, Voddie Baucham fala a respeito da confiabilidade dos evangelhos e sobre a acusação de algumas pessoas a repeito da suposta adulteração da Bíblia, veja como ele responde a isso:

''Bem, eu conversei com estudantes de faculdade e eles falam muito do mito desses monges fanáticos que decidiram mudar a Bíblia para que as coisas combinassem, para que parecesse que temos documentos mais antigos do que realmente temos. E na verdade, eu acho que eles estão dizendo algo quando nos falam: ''Sabe, nós não temos nenhum dos originais''. Bem, eu deveria estremecer quando me dizem isto.
Me ouçam bem: Se monges fanáticos quisessem mudar a Bíblia, posso explicar para você o que precisariam fazer?

Três níveis de conspiração. Nível número um: eles precisariam ter uma conspiração dos manuscritos. Quando estamos falando apenas do Novo Testamento, existem 6 mil manuscritos e porções de manuscritos para o Novo Testamento. Isso pode não parecer muito mas, posso comparar com algumas coisas?
Guerras Gálicas, de Júlio César, é tudo o que sabemos sobre Júlio César e suas conquistas. Nós temos cerca de dez manuscritos. Da poética de Aristóteles, nós temos meramente cinco manuscritos. Quando se trata dos escritos de Heródoto, temos menos de dez manuscritos. Quando se trata dos escritos de Homero, menos de dez dos seus escritos. Quando se trata do Novo Testamento, nós temos 6 mil manuscritos ou porções de manuscritos para o Novo Testamento! Amigos, nem chega perto.
''Bem, vocês não tem os originais.'' Realmente não temos. Mas, quer saber? Nós podemos chegar a até 120 d.C. com algumas das cópias que temos.
Quando se trata do Guerras Gálicas, de Júlio César, o mais recente que temos foi escrito 900 anos depois do original! Mas ninguém está derrubando as paredes na faculdade porque estão lendo César. Quando se trata de Aristóteles, o mais recente que podemos colocar as mãos foi escrito 1.400 anos depois do original. Mas quando chegamos ao Novo Testamento, podemos pôr as mãos em documentos escritos décadas depois dos originais. Então, se esses monges fanáticos quiseram falsificar a Bíblia, eles teriam que encontrar mais de 6 mil manuscritos, mudar todos eles, não mostrar sua caligrafia, devolver todos ao lugar de onde roubaram e nunca contar a ninguém o que fizeram. Esse é apenas o nível 1.

Aqui está o nível número 2. Jesus disse ide e fazei discípulos de ''TA ETHNE'', cada grupo étnico. O engraçado sobre grupos étnicos é que eles tendem a falar diferentes línguas. Então, nos primeiros séculos a Bíblia foi traduzida para o siríaco, copta e latim. Então esses monges fanáticos teriam que encontrar 6 mil manuscritos em grego, mudá-los, falsificá-los, não mostrar sua caligrafia, devolvê-los, ir encontrar todas as traduções siríacas, coptas e latinas desses manuscritos gregos, mudar todas elas para combinar com as mentiras que eles contaram em outra língua, devolver tudo para o lugar de onde roubaram. Esse é só o nível número 2.

Agora você tem o nível número 3. Os pais da Igreja tinham esse terrível hábito de escrever comentários sobre o Novo Testamento. Tanto que Bruce Metzger argumenta que se tudo o que tivéssemos fosse as citações feitas pelos pais da Igreja Primitiva, nós poderíamos reproduzir mais de 95% do Novo Testamento só a partir de seus escritos. Então agora esses monges fanáticos precisam encontrar mais de 6 mil manuscritos e porções de manuscritos em grego, roubá-los, mudá-los, não mostrar sua caligrafia, devolvê-los sem que ninguém descubra; precisam encontrar as traduções em siríaco, copta e latim, mudá-las para combinar com as mentiras que contaram nos 6 mil manuscritos, devolvê-las ao lugar de onde roubaram, e então achar todos os escritos de todos os pais da Igreja Primitiva, mudá-los para combinar com as mentiras que contaram há dois níveis atrás, devolvê-los, nunca contar a ninguém o que fizeram, e nunca serem pegos!
Você precisa de ajuda se acredita nisso!''

Adão e Eva, literais ou não?

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PROBLEMA: Muitos eruditos modernos consideram os primeiros capítulos de Gênesis como um mito, e não os tomam como históricos. Mas a Bíblia parece apresentar Adão e Eva como pessoas reais, que tiveram filhos, dos quais todo o restante da humanidade proveio (cf. Gn 5:lss).

SOLUÇÃO:
Há uma boa evidência para crermos que Adão e Eva tenham sido pessoas reais.

Primeiro, Gênesis 1-2 apresenta-os como pessoas reais, e até mesmo narra os importantes acontecimentos de suas vidas (o que é histórico).

Segundo, eles tiveram filhos que foram pessoas reais, que também tiveram filhos reais (Gn 4:1,25; 5:1SS),

Terceiro, a mesma frase ("são estas as gerações de") usada para registrar dados históricos posteriores em Gênesis (6:9; 9:12; 10:1, 32; 11:10, 27; 17:7, 9) é empregada com respeito a Adão e Eva (Gn 5:1).

Quarto, cronologias posteriores do AT colocam Adão no topo da lista (1 Cr 1:1).

Quinto, o NT põe Adão no início da lista dos antecedentes de Jesus (Lc 3:38).

Sexto, Jesus referiu-se a Adão e Eva como os primeiros "macho e fêmea", fazendo da união física deles a base do casamento (Mt 19:4).

Sétimo, Romanos declara que a morte literalmente reinou no mundo trazida por um "Adão" literal (Rm 5:14).

Oitavo, a comparação entre Adão (o "primeiro Adão") e Cristo (o "último Adão") em 1 Coríntios 15:45 manifesta que Adão é tomado literalmente como uma pessoa histórica.

Nono, a declaração de Paulo de que "primeiro foi formado Adão, depois Eva" (1 Tm 2:13) revela que ele fala de uma pessoa real.

Décimo, é lógico que teve de haver um primeiro casal real de seres humanos, macho e fêmea, pois, caso contrário, a raça humana não teria como começar a existir. A Bíblia chama a esse casal, que de fato existiu, de "Adão e Eva", e não há por que duvidar de sua real existência.

Fonte: Manual popular de dúvidas, enigmas e contradições da Bíblia

Refutando o "Teorema do Macaco"

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olá pessoal..depois de mto tempo to voltando por aqui...espero que gostem do post..

abraço e fiquem com Deus



Essa idéia, apresentada de formas variadas, defende a possibilidade de a vida ter surgido por acaso, usando a analogia de uma multidão de macacos batendo nas teclas de um computador e, em dado momento, aca barem por escrever um soneto digno de Shakespeare.

Gerry Schroeder, ao refutar minuciosamente esse teorema, refere-se a um experi mento conduzido pelo Conselho de Artes Nacional Bri tânico. Um computador foi colocado numa jaula que abri gava seis macacos. Depois de um mês martelando o teclado — e também usando-o como banheiro! —, os ma cacos produziram cinqüenta páginas digitadas, nas quais não havia uma única palavra formada. Schroeder comen tou que foi isso o que aconteceu, embora em inglês haja duas palavras de uma só letra, o "a" (um, uma) e o "I" (eu). O caso é que essas letras só são palavras quando isoladas de um lado e de outro por espaços. Se levarmos em conta um teclado de trinta caracteres usados na lín gua inglesa — vinte e seis letras e outros símbolos —, a probabilidade de se conseguir uma palavra de uma letra, martelando as teclas a esmo, é de 30 vezes 30 vezes 30, ou seja, vinte e sete mil. Então, há uma chance em vinte e sete mil de se conseguir uma palavra de uma letra.
Schroeder, então, aplicou as probabilidades à analo gia do soneto. Começou perguntando qual seria a chance de se conseguir escrever um soneto digno de Shakespeare antes de continuar:

Todos os sonetos são do mesmo comprimento. São, por definição, compostos de catorze versos. Escolhi aquele do qual decorei o primeiro verso, que diz:
"Devo comparar-te a um dia de verão?". Contei o nú mero de letras. Há 488 letras nesse soneto. Qual é a probabilidade de, digitando a esmo, conseguirmos todas essas letras na exata seqüência em todos os ver sos? Conseguiremos o número 26 multiplicado por ele mesmo, 488 vezes, ou seja, 26 elevado à 488ª potência. Ou, em outras palavras, com base no 10, 10 elevado à 690ª potência.
Agora, o número de partículas no universo — não grãos de areia, estou falando de prótons, elétrons e nêutrons — é de 10 à 80ª. Dez elevado à octagésima potência é 1 com 80 zeros à direita. Dez elevado à 690ª é 1 com 690 zeros à direita. Não há partículas suficien tes no universo com que anotarmos as tentativas. Se ríamos derrotados por um fator de 10 à 600ª. Se tomássemos o universo inteiro e o convertêssemos em chips de computador — esqueçam os macacos —, cada chip pesando um milionésimo de grama e sendo capaz de processar 488 tentativas a, digamos, um mi lhão de vezes por segundo, produzindo letras ao aca so, o número de tentativas que conseguiríamos seria de 10 à 90ª. Mais uma vez, seríamos derrotados por um fator de 10 à 600ª. Nunca criaríamos um soneto por acaso. O universo teria de ser maior, na propor ção de 10 elevado à 600ª potência. No entanto, o mun do acredita que um bando de macacos pode fazer isso todas as vezes.

Trechos do livro Um ateu garante: Deus Existe, de Antony Flew


Como podemos ver, se já é muito improvável que tal teorema funcione com um simples soneto, é praticamente impossível que funcione com a origem da vida, que é algo realmente muito mais complexo.

Prosperidade...

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Era uma vez um homem muito rico chamado Elias. Constantemente ele era citado em revistas de negócios pelo sucesso de suas empresas. Era um modelo para jovens empreendedores e estudantes de administração em todos os sentidos. Elias era admirado inclusive pelos seus quase 4000 funcionários que o consideravam mais como um amigo do que como um patrão.

Mas a característica mais marcante em Elias era o amor que ele tinha para com os garotos de rua. Ao longo dos últimos anos, Elias já havia gastado milhões com casas de recuperação para drogados, orfanatos e escolas com cursos profissionalizantes.

Elias era totalmente inconformado com o sistema social que valoriza mais os animais do que as crianças. Não era raro ver Elias voltando para casa com uma nova criança de rua para cuidar.

Ele sempre fazia isso. Convidava as crianças e adolescentes de ruas a viver uma vida melhor do que nas ruas. E dava tudo de graça: moradia, conforto, amor paterno, alimento e também investia no ensino das crianças.

As crianças que davam valor ao presente de Elias e que quisessem prosseguir com os ensinos, ganhavam de Elias o ingresso para a universidade.

A história que apresento a seguir aconteceu quando Elias trouxe das ruas o jovem Pedro. Havia 56 crianças na mansão de Elias quando Pedro foi resgatado. Pedro tinha 12 anos. Aos 7 viu seus pais serem assassinados por deverem a traficantes poderosos. Pedro era usuário de maconha e cocaína e aceitou, com gratidão, o convite de Elias:

– Pedro, venha comigo. Serei seu pai e melhor amigo. Te darei roupas limpas, comida boa e um telhado para dormir. Você vai estudar, aprender uma profissão e vencerá na vida.

Pedro ficou constrangido pelo amor do velho Elias. Jamais alguém havia oferecido algo gratuito a Pedro (exceto as primeiras doses de droga).

As crianças resgatadas por Elias não deixavam de ser crianças. Eram bagunceiras e constantemente aprontavam bagunças na mansão do velho Elias, que não se alterava em relação a isto.

– Deixe eles brincarem. São apenas crianças – Dizia Elias.

Elias porém era bastante rigoroso em alguns pontos. Não aceitava as “panelinhas” entre os meninos e dizia que todos eram iguais, sem exceções. Ele ensinava para as crianças que os maiores tesouros que as pessoas podem alcançar são gratuitos: sinceridade, humildade e amor ao próximo.

– Eu sou dono de muitas empresas, sou respeitadíssimo em todo mundo, mas, se eu não tivesse amor, não teria nada. Sigam meu exemplo crianças.

Todas aquelas palavras encantavam Pedro. Ele já estava fazendo planos para o futuro. Pedro queria ser rico, muito rico, para retribuir o favor do velho Elias e ajudar os jovens nas ruas.

O começo desastroso dessa história começa em uma fria manhã de domingo. Pedro foi ao encontro de Elias em seu escritório e lhe disse:

– Pai, eu economizei uma parte do dinheiro que você me deu este mês. Não consegui lanchar na escola sabendo que meus antigos amigos estão nas ruas se destruindo por causa das drogas. Sei que não é muito, mas gostaria de lhe devolver esse dinheiro para que você ajude outras pessoas.

Aquilo encheu o coração de Elias de alegria. O dono de milhões se sentiu abalado por uma quantia de 15 reais.

– Pedro. Que gesto maravilhoso! Amo todos vocês sem distinção, mas esse foi o ato mais maravilhoso que já presenciei entre todas as crianças que resgatei.

Elias pensou em devolver o dinheiro a Pedro, mas pensou, “Isto desvalorizará o esforço que ele teve para juntar esse dinheiro”.

– Pedro – disse Elias – venha comigo.

Elias foi à estante de livros, abriu uma das prateleiras e retirou de lá um bracelete, o deu a Pedro e disse:

– Sua atitude é digna de louvor, estou orgulhoso de você. Venha, quero contar a todos seu ato. Eles devem ter no coração o mesmo sentimento que você tem.

Elias então chamou todas as 56 crianças, empregados e os vigias da casa para ouvirem o que ele tinha de falar.

– Crianças, alguns de vocês estão aqui há quatro anos. Sempre me orgulhei do crescimento de vocês. Porém, Pedro, que está aqui apenas três meses, foi o que me deu a maior alegria – e contou toda a história.

As crianças voltaram para seus quartos com sentimentos diferentes. Alguns sentiam inveja de Pedro, outros, orgulho. Muitos reconheceram que haviam se acomodado com o conforto, mas outros não gostaram da idéia de abandoná-lo.

Ao entrarem no quarto, Carlos percebeu o bracelete no braço de Pedro e indagou:

– Pedro, você só está aqui há três meses e pelo que ouvimos você economizou o dinheiro que tinha ganhado para devolver ao Pai, como você conseguiu esse bracelete de ouro?

– O Pai me deu de recompensa agora a pouco. Disse que eu mereci pelo que fiz.

Pedro por ser inocente não havia percebido, mas Carlos e os outros meninos perceberam que aquele colar era muito mais valioso do que a pequena quantia que Pedro havia devolvido.

Foi a partir daquela manhã de domingo que tudo mudou. As crianças entenderam tudo errado e passaram a fazer contas de como investir melhor o dinheiro do lanche. As crianças bolaram um esquema de Causa/Efeito para as ofertas que elas dariam. “Olha, Pedro deu 15 reais e ganhou um bracelete que deve valer mais de 1000 reais. Se eu não lanchar esse mês e pedir pra cancelar a aula de natação são 85 reais ao todo... O pai vai me recompensar bem assim”.

As crianças deixaram de amar Elias e começaram a bajulá-lo. Sempre viam a ele com uma lista mental de consumo. E o pior, se sentiam frustrados por Elias não corresponder à bajulação delas.

A situação já estava ficando embaraçosa. As crianças não cumprimentavam mais o velho Elias e se achavam no direito de exigir: “eu plantei e tenho direito de colher”. Quem sofria com isso era o velho Elias. Ele não cedia à alienação das crianças, pois não via sinceridade no coração delas. Para Elias, as crianças não estavam doando o dinheiro por amor aos órfãos de rua e sim para ganhar presentes.

Um dia Elias reuniu todas as crianças, exceto Pedro, pois temeu magoá-lo. Elias disse às crianças:

– Nas últimas semanas eu recebi vários envelopes em meu escritório vindo de vocês. Dentro dos envelopes eu encontrei dinheiro e um bilhete com o que vocês queriam em troca. Eu não cedi a nenhum dos pedidos lá e, desde então, tenho percebido que vocês estão tristes comigo. Eu salvei vocês do mundo. Dei alimentos, roupas novas, os matriculei na escola e dei toda estrutura para um crescimento de vida e vocês ainda querem mais? E tentam me comprar com dinheiro? Vocês realmente amam as crianças de rua ou usaram isso como desculpa para ganhar presentes?

Com essas palavras algumas crianças começaram baixar o semblante reconhecendo o erro. Porém Carlos e alguns outros se sentiam revoltados. Carlos então bradou em voz alta:

Eu fiz exatamente igual o Pedro, me esforcei, juntei dinheiro e dei a você para que você ajudasse as crianças de rua e você vem com esse papo?

Autor: Eliel Vieira
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É só uma história fictícia, mas exprime bem o que está sendo dito nas igrejas atualmente...Tem sido pregado a prosperidade financeira e tem-se esquecido que muitas pessoas passam fome aí. Creio que ser igreja é mais que ir aos cultos frequentemente e fazer "boas ações" simplesmente por fazer. Ser Igreja é bem mais que só isso. É refletir Cristo em nós, ser cristãos mesmo.

Charles Spurgion disse certa vez: “Eu jamais ousaria usar uma coroa de ouro na terra onde meu Senhor usou uma coroa de espinhos”.

Pensem um pouco...

A famosa Pedra...

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O famoso paradigma da pedra é um dos meios que alguns ateus e céticos menos racionais usam para "provar" a inexistência de Deus. Ou melhor, provar a inexistência de um poder onipotente e/ou infinito.
Tal raciocínio é um silogismo típico, composto por duas premissas e uma conclusão. Basicamente, eis a questão:
Premissa A= "Deus tem poder infinito"
Premissa B= "Deus pode criar um objeto que não se move, que está fixo no espaço”.
Conclusão= "Deus não pode mover o objeto" ou "Deus não existe e não há poder infinito ou onipotência"
A questão também pode ser formulada da seguinte forma: "Pode Deus fazer uma pedra tão pesada que nem ele mesmo possa carregá-la?”.
Aparentemente a questão parece sem sentido. Mas, pare e pense. Reflita sobre ela. As respostas possíveis são apenas duas:
1) Deus pode criar a pedra (onipotente), mas não pode move-la (não mais onipotente).
2) Deus não pode criar a pedra (não é onipotente)
Viram o beco sem saída?
Mas, fiquem calmos. Não virei ateu. Vim aqui tentar desmontar esse silogismo falso que até hoje pega muitos crentes desprevenidos. Vamos primeiramente com malácia e serenidade. A primeira coisa a se fazer após receber uma pergunta não é respondê-la. O autor pode induzir você, de modo que qualquer resposta dada satisfaça seus interesses. Esse é um dos casos. Antes de qualquer coisa, é necessário analisar as premissas e ver se elas são verdadeiras em si mesmas e depois, se não são autocontraditórias. Somente depois disso pode-se chegar até a conclusão. Então, vamos lá.
Premissa 1) Deus é onipotente -> pode tudo -> força irresistível;
Premissa 2) Deus cria um objeto fixo, que não se move, ou seja, irremovível.
A premissa 1 é verdadeira enquanto adotarmos que Deus é onipotente. Portanto, nada de errado. A premissa 2 também é verdadeira em si mesma, pois não há nenhum problema em um ser criador criar algo que nem ele possa remover depois. Não é algo ilógico. Um homem pode criar uma casa, mas não pode sair carregando-a por ai nos braços. Entretanto, vamos até a fase 3: comparar as duas premissas. É ai onde fica o ninho de morada da coruja.
O erro da conclusão consiste em supor que possa haver, ao mesmo tempo, uma força irresistível e um objeto irremovível. O que é contraditório. Uma força irresistível moveria tudo, e um objeto irremovível não seria movido por nada. As duas coisas não podem existir no mesmo tempo e no mesmo sentido. Ambas as premissas se anulam, de modo que não se pode chegar a conclusão alguma. É como perguntar qual o cheiro da cor lilás. Ou então indagar sobre a posição espacial de um ser incorpóreo. É ilógico. E premissas ilógicas não sustentam um silogismo. Portanto, o paradigma da pedra é falso, pois é ilógico.

Então cadê a onipotência?
A palavra Onipotência deriva da junção grega omni + potentia, que literalmente significa "União de todas as potências". A primeira via do movimento de Tomás de Aquino, na Suma Teológica, nos afirma que Deus é ato puro, predecessor de todas as potências. Ou seja, tudo o que nós vemos como potência, Deus já tem de forma inata. Um poder infinito, para os mais leigos.
Tendo isso em mente, eu pergunto: quanto poder é necessário para invalidar a lógica? Por exemplo, quanto de poder é necessário para fazer com que 1+1 seja 3 e não 2? O poder de uma bomba de pólvora? De nitrogênio líquido? De uma bomba atômica? De uma bomba de hidrogênio? De uma bomba de antimatéria? De uma bomba de vácuo (a mais poderosa, existe apenas na teoria)? Não. Nenhum desses poderes fará com que 1+1 deixe de ser dois. Nem se reunirmos todos eles e multiplicarmos pela potência do quadrado do outro. Nem se fossem infinitos. Isso porque as leis da lógica não são mantidas por uma relação de força, mas sim de racionalidade. Uma algema pode ser quebrada se aplicarmos sobre ela uma força a qual os compostos de seus materiais não resistam e se partam. Uma machadada talvez resolva. Entretanto, a lógica não é como uma algema. Ela não existe como algo concreto, mas tão somente é produto da racionalidade. Portanto, por mais força ou poder que haja, as leis da lógica não poderão ser quebradas.
Dessa forma, é impossível que as premissas A e B do paradigma da Pedra sejam verdadeiras ao mesmo tempo, inclusive para Deus, que mesmo tendo poder infinito, tal poder não pode quebrar as leis da lógica. Ele próprio é a lógica. Se Ele mesmo se autodenomina maior que todos os seres, nada nem ninguém será obstáculo à sua altura.
Você então me perguntaria: você está dizendo que Deus não tem capacidade para fazer isso? Sim. Mas eu não estou diminuindo a Deus, e sim aumentando-o! Deixe-me explicar:
O que é maior: um poder infinito contraditório ou um poder infinito não-contraditório?
À primeira vista um poder infinito contraditório parece ser maior. A Bíblia diz que é IMPOSSÍVEL que Deus minta. Entretanto, um Deus que poderia mentir, ou seja, contradizer-se, pareça ser mais capaz do que outro que está preso ao compromisso da verdade. Porém, não nos enganemos: tal raciocínio é falacioso. Explico.
Um poder infinito contraditório é menor do que um poder infinito não-contraditório simplesmente porque o primeiro não existe. Um poder infinito contraditório encontraria o problema da pedra, o que provaria que ele não existe. Entretanto, o poder infinito não-contraditório passa ileso por esse teste.
Portanto, dizemos que Deus é onipotente porque ele tem o maior poder de todos: o infinito não-contraditório.


post meio filosófico, mas é culpa da faculdade também...XD

Pra quem são nossos Cultos?

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Por:Pr. Luiz Fernando R. de Souza

Ao observamos as eclesiologias e as liturgias em nossas igrejas, vemos uma total descaracterização. Aquilo que deveria ser direcionado para Deus e Sua glória exclusivamente foi totalmente travestido de um humanismo exacerbado. Deus que deveria ser o foco central do culto foi alijado do processo e virou nota de rodapé colocado na parte inferior das atividades. Deus virou pretexto para que o homem continue no centro. Deus é citado como apoio às práticas mundanas e capitalistas que permeiam a igreja. Há uma expressão que vem dos tempos da Reforma que diz: SOLI DEO GLÓRIA. Quer dizer: Glória somente a Deus. O insuperável Johann Sebastian Bach que revolucionou a música terminava todos os manuscritos de suas composições com as letras S.D.G. (Soli Deo Glória).

Isso nos mostra que tudo em nossas vidas deveria apontar para Deus. O culto é para Deus. Somente Deus merece receber a glória e isso implica que Ele deve ser o centro do culto. A Reforma resgatou essa máxima esquecida durante séculos. O culto não pode ser voltado para o homem. Não pode procurar satisfazer os desejos do homem e nem girar em torno dele. Mas vemos que o homem assumiu o lugar de Deus e passou a ser reverenciado. As pregações não apontam mais para o pecado que leva o homem a perdição e nem mais mostram a graça salvadora de Deus, mas sinalizam maneiras dos homens superarem suas crises.

Basta ver os títulos dos sermões pregados. Em uma rápida passagem de olhos pela internet encontrei alguns títulos interessantes, vejamos: “Vencendo as Batalhas; Tempo de Conquistas; Vivendo Triunfantemente, etc." Vejamos alguns títulos do Príncipe dos Pregadores Charles Haddon Spurgeon: “A Humilhante mas Gloriosa Dependência de Deus; O Terrível Porém da Justiça Própria, etc." Daí da para perceber a grande diferença.

As músicas não exaltam mais a Deus, mas sim se centram no homem e suas crises. Se observarmos as músicas evangélicas atuais veremos essa triste realidade. Músicas que mostram o que Deus fará pelo homem e não a expressão de uma alma agradecida a Deus. Existe até música de louvor dedicado a ser humano! Sei que existe este tipo de música religiosa entre os mórmons, mas para cristão... A quantidade de vezes que o pronome eu aparece nessas músicas é algo estarrecedor. Se compararmos com os grandes hinos da hinologia cristã veremos o contraste gritante.

O primeiro hino do Cantor Cristão diz: “A ti, ó Deus, fiel e bom Senhor. Eterno Pai, supremo Benfeitor, Nós, os teus servos, vimos dar louvor, Aleluia! Aleluia! O que dizer das catarses praticadas em nossos cultos? Gritos de vitória, brados de louvor, tudo isso produz alívio e não libertação. Qualquer psicólogo recém formado pode confirmar isso. Para tristeza nossa essas práticas espúrias entraram para ficar. O que dizer dos moveres de Deus nos cultos onde o frenesi se instala e o ego grupal prevalece, as pessoas rodopiam, gritam, caem ao chão, riem sem parar, imitam animais com seus sons e mais um cem números de outras bizarrices?

Muitos adentram as igrejas para buscar suas bençãos e encontram sacerdotes corroídos que oportunamente lhes oferecem as bênçãos, buscando satisfazer os egos eternamente insatisfeitos em troca de alguma coisa material. Muitos esqueceram que as reuniões solenes dos santos são para louvor e glória de Deus. Essas reuniões deveriam ter Deus e Sua glória em primeiro lugar. Nossos cânticos deveriam exaltar o nome que é sobre todo nome. Nossas orações deveriam expressar nossa gratidão Àquele que nos amou e morreu por nós. Hoje cantamos músicas desprovidas de adoração. Muitas dessas coisas cantadas em nossas igrejas expressam um antropocentrismo aviltante. Muitos acham que louvor é somente cantar qualquer coisa. Louvor também é expressão de nossa admiração em relação a Deus. Por estarmos admirados com a grandeza de Deus e com Seu amor expressamos isso adorando, louvando Sua pessoa.

Mas o culto mudou. Temos culto do Eliser. Vejam só que nome de culto! Acredito que seja um culto específico para arranjar namorado/companheiro. Quando é que um culto se presta a isso? Paralelamente temos o culto da Terapia do Amor onde os descasados estão à cata de um companheiro/a. Nada mais mundano que isso!

O que dizer dos cultos para empresários bem sucedidos e outros falidos juntamente com os desempregados à procura de empregos? Dêem outro nome a isso, menos culto. Isso causa náuseas em qualquer bom cidadão.

Ao entrarmos em nossas igrejas deveríamos lembrar a máxima de João Batista: “Importa que Ele cresça e que eu diminua”. Deveríamos lembrar o que o Senhor disse a Moisés: “Descalce os pés porque a terra é santa”.

Não gostaria de falar, mas me sinto constrangido a isso. E os famigerados cultos de libertação? O próprio nome do culto é uma contradição. Libertação para quem já foi liberto? Libertar o cristão se Cristo já realizou tudo no Calvário? O que tais pessoas entendem sobre as palavras de Cristo na cruz: Tudo está consumado?

Culto deveria ser expressão de nossa liberdade conquistada na cruz e nunca para buscarmos libertação. Culto deveria ser nossa celebração pela vitória alcançada na cruz e isso pela misteriosa, grandiosa e maravilhosa graça de Deus.

Precisamos de uma vez por todas fazer coro com os reformadores: SOLI DEO GLORIA.

Soli Deo Glória

A cruz e eu

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Por Arthur W. Pink

Antes de abordarmos o tema deste versículo, desejamos fazer algumas considerações sobre os seus termos. “Se alguém” — o termo utilizado refere-se a todos os que desejam unir-se ao grupo dos seguidores de Cristo e alistar-se sob a bandeira dEle. “Se alguém quer” — o grego é muito enfático, significando não somente a anuência da vontade, mas também o propósito completo do coração, uma resolução determinada. “Vir após mim” — como um servo sujeito a seu Senhor, um aluno, ao seu Mestre, um soldado, ao seu Capitão. “Negue” — o vocábulo grego significa negue-se completamente. Negue-se a si mesmo — a sua natureza pecaminosa e corrupta. “Tome” — não quer dizer leve ou suporte passivamente, e sim assuma voluntariamente, adote ativamente. “A sua cruz” — que é desprezada pelo mundo, odiada pela carne, mas, apesar disso, é a marca distintiva de um verdadeiro crente. “E siga-me” — viva como Cristo viveu, para a glória de Deus.

O contexto imediato é ainda mais solene e impressionante. O Senhor Jesus acabara de anunciar aos seus apóstolos, pela primeira vez, a aproximação de sua morte de humilhação (v. 21). Pedro, admirado, disse-Lhe: “Tem compaixão de ti, Senhor” (v. 22). Estas palavras expressaram a política da mentalidade carnal. O caminho do mundo é a satisfação e a preservação do “eu”. “Poupa-te a ti mesmo” é a síntese da filosofia do mundo. Mas a doutrina de Cristo não é “salva-te a ti mesmo”, e sim sacrifica-te a ti mesmo. Cristo discerniu no conselho de Pedro uma tentação da parte de Satanás (v. 23) e, imediatamente, a repeliu. Jesus disse a Pedro não somente que Ele tinha de ir a Jerusalém e morrer ali, mas também que todos os que desejassem tornar-se seguidores dEle tinham de tomar a sua cruz (v. 24). Existia um imperativo tanto em um caso como no outro. Como instrumento de mediação, a cruz de Cristo permanece única; todavia, como um elemento de experiência, ela tem de ser compartilhada por todos os que entram na vida.

O que é um “cristão”? Alguém que possui membresia em uma igreja na terra? Não. Alguém que afirma um credo ortodoxo? Não. Alguém que adota certo modo de conduta? Não. Então, o que é um cristão? É alguém que renunciou o “eu” e recebeu a Cristo Jesus como Senhor (Cl 2.6). O verdadeiro cristão é alguém que tomou sobre si o jugo de Cristo e aprende dEle, que é “manso e humilde de coração” (Mt 11.29). O verdadeiro cristão é alguém que foi chamado à comunhão do Filho de Deus, “Jesus Cristo, nosso Senhor” (1 Co 1.9): comunhão em sua obediência e sofrimento agora; em sua recompensa e glória no futuro eterno. Não existe tal coisa como o pertencer a Cristo e viver para satisfazer o “eu”. Não se engane nesse ponto. “Qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo” (Lc 14.27) — disse o Senhor Jesus. E declarou novamente: “Aquele que [em vez de negar-se a si mesmo] me negar diante dos homens [e não para os homens — é a conduta, o andar que está em foco nestas palavras], também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus” (Mt 10.33).

A vida cristã tem início com um ato de auto-renúncia, sendo continuada por automortificação (Rm 8.13). A primeira pergunta de Saulo de Tarso, quando Cristo o deteve, foi esta: “Que farei, Senhor?” (At 22.10.) A vida cristã é comparada a uma corrida, e o atleta é chamado a desembaraçar-se “de todo peso e do pecado que tenazmente... assedia” (Hb 12.1) — ou seja, o pecado que está no amor ao “eu”, o desejo e a resolução de seguir nosso próprio caminho (Is 53.6). O grande e único alvo, objetivo e tarefa colocados diante do cristão é seguir a Cristo: seguir o exemplo que Ele nos deixou (1 Pe 2.21); e Ele não agradou a Si mesmo (Rm 15.3). Existem dificuldades no caminho, obstáculos na jornada, dos quais o principal é o “eu”. Portanto, ele tem de ser “negado”. Este é o primeiro passo em direção a seguir a Cristo.

O que significa negar completamente a si mesmo? Primeiramente, significa o completo repúdio de sua própria bondade: cessar de confiar em quaisquer de nossas obras para recomendar-nos a Deus. Significa uma aceitação irrestrita do veredicto divino de que todos os nossos melhores feitos são “como trapo da imundícia” (Is 64.6). Foi neste ponto que Israel falhou, “porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus” (Rm 10.3). Esta afirmativa deve ser contrastada com a declaração de Paulo: “E ser achado nele, não tendo justiça própria” (Fp 3.9).

Negar completamente a si mesmo significa renunciar de todo a sua própria sabedoria. Ninguém pode entrar no reino de Deus, se não se tornar como uma “criança” (Mt 18.3). “Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!” (Is 5.21.) “Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos” (Rm 1.22). Quando o Espírito Santo aplica o evangelho com poder em uma alma, Ele o faz “para destruir fortalezas, anulando... sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Co 10.4,5). Um lema sábio que todo cristão deve adotar é: “Não te estribes no teu próprio entendimento” (Pv 3.5).

Negar completamente a si mesmo significa renunciar suas próprias forças: não ter qualquer confiança na carne (Fp 3.3). Significa prostrar o coração à afirmativa de Cristo: “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.5). Foi neste ponto que Pedro falhou (Mt 26.33). “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda” (Pv 16.18). Quão necessário é que estejamos sempre atentos! “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1 Co 10.12). O segredo do vigor espiritual se encontra em reconhecermos nossa fraqueza pessoal (ver Is 40.29; 2 Co 12.9). Sejamos, pois, fortes “na graça que está em Cristo Jesus” (2 Tm 2.1).

Negar completamente a si mesmo significa renunciar de todo a sua própria vontade. A linguagem de uma pessoa não-salva é: “Não queremos que este reine sobre nós” (Lc 19.14). A atitude de um verdadeiro cristão é: “Para mim, o viver é Cristo” (Fp 1.21) — honrar, agradar e servir a Ele. Renunciar a nossa própria vontade significa dar atenção à exortação de Filipenses 2.5: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”; e isto é definido nos versículos seguintes como auto-renúncia. Renunciar a nossa própria vontade é o reconhecimento prático de que não somos de nós mesmos e de que fomos “comprados por preço” (1 Co 6.20); é dizermos juntamente com Cristo:

“Não seja o que eu quero, e sim o que tu queres” (Mc 14.36).

Negar completamente a si mesmo significa renunciar as suas próprias concupiscências ou desejos carnais. “O ego de um homem é um pacote de ídolos” (Thomas Manton), e esses ídolos têm de ser repudiados. Os não-crentes amam a si mesmos (2 Tm 3.2 – ARC). Todavia, alguém que foi regenerado pelo Espírito diz, assim como Jó: “Sou indigno... Por isso, me abomino” (40.4; 42.6). A respeito dos não-crentes, a Bíblia afirma: “Todos eles buscam o que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus” (Fp 2.21). Mas, a respeito dos santos de Deus, está escrito: “Eles... mesmo em face da morte, não amaram a própria vida” (Ap 12.11). A graça de Deus está nos educando “para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tt 2.12).

Este negar a si mesmo que Cristo exige dos seus seguidores é total. Não há qualquer restrição, quaisquer exceções — “Nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências” (Rm 13.14). Este negar a si mesmo tem de ser contínuo e não ocasional — “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lc 9.23). Tem de ser espontâneo, não forçado; realizado com alegria e não com relutância — “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens” (Cl 3.23). Oh! quão perversamente tem sido abaixado o padrão que Deus colocou diante de nós! Como este padrão condena a negligência, a satisfação carnal e a vida mundana de muitos que se declaram (inutilmente) “cristãos”!

“Tome a sua cruz.” Isto se refere à cruz não como um objeto de fé, e sim como uma experiência na alma. Os benefícios legais do Calvário são recebidos por meio de crer, quando a culpa do pecado é cancelada, mas as virtudes experimentais da cruz de Cristo são desfrutadas apenas quando somos conformados, de modo prático, “com ele na sua morte” (Fp 3.10). É somente quando aplicamos a cruz, diariamente, ao nosso viver e regulamos nosso comportamento pelos princípios dela, que a cruz se torna eficaz sobre o poder do pecado que habita em nós. Não pode haver ressurreição onde não há morte; não pode haver um andar prático, “em novidade de vida”, enquanto não levamos “no corpo o morrer de Jesus” (2 Co 4.10). A cruz é a insígnia, a evidência do discipulado cristão. É a cruz de Cristo e não o credo dEle que faz a distinção entre um verdadeiro seguidor de Cristo e os religiosos mundanos.

Ora, em o Novo Testamento a “cruz” representa realidades definidas. Primeiramente, a cruz expressa o ódio do mundo. O Filho de Deus não veio para julgar, e sim para salvar; não veio para castigar, e sim para redimir. Ele veio ao mundo “cheio de graça e de verdade”. O Filho de Deus sempre estava à disposição dos outros: ministrando aos necessitados, alimentando os famintos, curando os enfermos, libertando os possessos de espíritos malignos, ressuscitando mortos. Ele era cheio de compaixão — manso como um cordeiro, totalmente sem pecado. O Filho de Deus trouxe consigo boas-novas de grande alegria. Ele buscou os perdidos, pregou aos pobres, mas não desprezou os ricos; e perdoou pecadores. De que modo Cristo foi recebido? Que boas-vindas os homens Lhe ofereceram? Os homens O desprezaram e rejeitaram (Is 53.3). Ele disse: “Odiaram-me sem motivo” (Jo 15.25). Os homens sentiram sede do sangue de Jesus. Nenhuma morte comum lhes satisfaria. Exigiram que Jesus fosse crucificado. Por conseguinte, a cruz foi a manifestação do ódio inveterado do mundo para com o Cristo de Deus.

O mundo não se alterou, assim como o etíope ainda não mudou a sua pele e o leopardo, as suas manchas. O mundo e Cristo ainda estão em antagonismo. Por isso, a Bíblia afirma: “Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4.4). É impossível andarmos com Cristo e gozarmos de comunhão com Ele, enquanto não tivermos nos separado do mundo. Andar com Cristo envolve necessariamente compartilhar de sua humilhação — “Saiamos, pois, a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério” (Hb 13.13). Foi isso o que Moisés fez (ver Hb 11.24-26). Quanto mais intimamente eu estiver andando com Cristo, tanto mais incorretamente serei compreendido (1 Jo 3.2), tanto mais serei ridicularizado (Jó 12.4) e odiado pelo mundo (Jo 15.19). Não cometa erro neste ponto: é totalmente impossível ser amigo do mundo e andar com Cristo. Portanto, tomar a cruz significa que eu desprezo voluntariamente a amizade do mundo, recusando conformar-me com ele (Rm 12.2). Que me importa a carranca do mundo, se estou desfrutando do sorriso do Salvador?

Tomar a cruz significa uma vida de sujeição voluntária a Deus. No que concerne à atitude de homens ímpios, a morte de Cristo foi um assassinato. Mas, no que se refere à atitude do próprio Senhor Jesus, a sua morte foi um sacrifício espontâneo, uma oferta de Si mesmo a Deus. Foi também um ato de obediência a Deus. Ele mesmo disse: “Ninguém a tira de mim [a vida dEle]; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la” (Jo 10.18). E por que Ele a entregou espontaneamente? As próximas palavras do Senhor Jesus nos dizem: “Este mandato recebi de meu Pai”. A cruz foi a suprema demonstração da obediência de Cristo. Nisto, Ele é nosso exemplo. Citamos novamente Filipenses 2.5: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”. Nas palavras seguintes, vemos o Amado do Pai assumindo a forma de um servo e “tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”.

Ora, a obediência de Cristo tem de ser a obediência do cristão — voluntária, alegre, irrestrita, contínua. Se esta obediência envolve vergonha e sofrimento, menosprezo e perdas, não devemos vacilar; pelo contrário, temos de fazer o nosso “rosto como um seixo” (Is 50.7). A cruz é mais do que um objeto da fé do cristão, é a insígnia do discipulado, o princípio pelo qual a vida do crente deve ser regulada. A cruz significa entrega e dedicação a Deus — “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12.1).

A cruz representa sofrimento e sacrifício vicários. Cristo entregou sua própria vida em favor de outros; e os seguidores dEle são chamados a fazerem espontaneamente o mesmo — “Devemos dar nossa vida pelos irmãos” (1 Jo 3.16). Esta é a lógica inevitável do Calvário. Somos chamados a seguir o exemplo de Cristo, à comunhão de seus sofrimentos, a sermos cooperadores em sua obra. Assim como Cristo “a si mesmo se esvaziou” (Fp 2.7), assim também devemos nos esvaziar. Cristo “não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20.28); temos de agir da mesma maneira. Assim como Cristo “não se agradou a si mesmo” (Rm 15.3), assim também não devemos agradar a nós mesmos. Como o Senhor Jesus sempre pensou nos outros, assim devemos nos lembrar “dos encarcerados, como se presos com eles; dos que sofrem maus tratos”, como se fôssemos nós mesmos os maltratados (Hb 13.3).

“Quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á” (Mt 16.25). Palavras quase idênticas a estas se encontram também em Mateus 10. 39, Marcos 8.35, Lucas 9.24; 17.33, João 12.25. Esta repetição certamente é um argumento em favor da profunda importância de prestarmos atenção e atendermos às palavras de Cristo. Ele morreu para que vivêssemos (Jo 12.24); devemos agir de modo semelhante (Jo 12.25). Assim como Paulo, devemos ser capazes de afirmar: “Em nada considero a vida preciosa para mim mesmo” (At 20.24). A “vida” de satisfação do “eu” neste mundo é perdida na eternidade. A vida que sacrifica os interesses do “eu” e se rende a Cristo, essa vida será achada novamente e preservada em toda eternidade.

Um jovem que concluíra a universidade e tinha perspectivas brilhantes respondeu à chamada de Cristo para uma vida de serviço para Ele na Índia, entre as classes mais pobres. Seus amigos exclamaram: “Que tragédia! Uma vida desperdiçada!” Sim, foi uma vida “perdida” para este mundo, mas “achada” no mundo por vir.

Lei da Ondulação

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Nossa vida espiritual é oscilante e por isso não devemos ficar desesperados quando não estamos nos nossos melhores momentos. Não somos super-heróis da espiritualidade, nem mesmo foram aqueles que são chamados hoje de "heróis da fé". Leia um pouco da biografia destes homens e você verá que a conversão nunca foi um ato de fé único e isolado, mas algo contínuo e dinâmico.

O problema para muitos cristãos hoje é a cobrança excessiva de seus líderes espirituais quanto a uma espiritualidade sempre triunfante. Não há dúvidas de que essa petulância gera culpa, desespero e ativismo. No livro de C.S. Lewis - Cartas de um diabo a seu aprendiz - um diabo mais experiente chamado Fitafuso instruiu seu sobrinho Vermebile em relação a vida de um cristão que não andava nos seus melhores dias. “Não o deixe sequer suspeitar da existência da lei da ondulação. Deixe-o pensar que seria natural que o entusiasmo inicial de sua conversão durasse e que deveria ter durado para sempre, e que o seu atual estado de aridez é um estado igualmente permanente”. Acho que é isso mesmo que o diabo faz; ele tenta nos convencer que o entusiamo inicial da conversão deve ser um sentimento perene e que deve durar para sempre. A tragédia é que ele anda usando muitos púlpitos para oferecer esses fardos pesados de carregar. Dizem por ai que o seu texto preferido de manipulação é justamente aquele que trata sobre o "primeiro amor".

Esse equívoco muito bem mapeado por Lewis tende a surgir em nossa jornada espiritual quando o fervor inicial da conversão parece ter se apagado. Em uma outra ocasião, Lewis escreve um carta para seu amigo Malcolm e fala sobre esse fervor inicial como uma espécie de Era Dourada que não foi projetada para durar para sempre.

"Muita gente religiosa se queixa de que o fervor inicial da conversão se apagou. Essas pessoas pensam - às vezes com razão, mas nem sempre, creio eu - que seus pecados sejam responsáveis por isso. É possível até que tentem, por meio de esforços deploráveis da vontade, ressuscitar o que lhe parece agora um era dourada. Mas será que esse fervor foi feito para durar? [...] a ironia, ou a tragédia de tudo isso, é que aqueles momentos dourados do passado, e que tanto nos atormentam a partir do instante em que os convertemos em norma, nos enriquecem, nos encantam e nos fazem muito bem desde que nos contentemos em aceitá-los pelo que são: lembranças.

O ponto não é que o fervor vai embora e nunca mais retorna, mas que o fervor não deve ser visto é um padrão normativo para toda vida. Deixemos a semente morrer para que nasça um fruto novo.

Teríamos essa coragem?

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Um motivo para morrer? Deus nos faça cristãos com essa ousadia.

A história do futebol mundial inclui milhares de episódios emocionantes e comovedores, mas seguramente nenhum seja tão terrível como o protagonizado pelos jogadores do Dinamo de Kiev nos anos 40.

Os jogadores jogaram um partida sabendo que se ganhassem seriam assassinados e, no entanto, decidiram ganhar. Na morte deram uma lição de coragem, de vida e honra, que não encontra, por seu dramatismo, outro caso similar no mundo.

Para compreender sua decisão, é necessário conhecer como chegaram a jogar aquela decisiva partida, e por que um simples encontro de futebol apresentou para eles o momento crucial de suas vidas.

Tudo começou em 19 de setembro de 1941, quando a cidade de Kiev (capital ucraniana) foi ocupada pelo exército nazista, e os homens de Hitler aplicaram um regime de castigo impiedoso e arrasaram com tudo.

A cidade converteu-se num inferno controlado pelos nazistas, e durante os meses seguintes chegaram centenas de prisioneiros de guerra, que não tinham permissão para trabalhar nem viver nas casas, assim todos vagavam pelas ruas na mais absoluta indigência. Entre aqueles soldados doentes e desnutridos, estava Nikolai Trusevich, que tinha sido goleiro do Dinamo.

Josef Kordik, um padeiro alemão a quem os nazistas não perseguiam, precisamente por sua origem, era torcedor fanático do Dinamo.Num dia caminhava pela rua quando, surpreso, olhou um mendigo e de imediato se deu conta de que era seu ídolo: o gigante Trusevich.

Ainda que fosse ilegal, mediante artimanhas, o comerciante alemão enganou aos nazistas e contratou o goleiro para que trabalhasse em sua padaria. Sua ânsia por ajudá-lo foi valorizado pelo goleiro, que agradecia a possibilidade de se alimentar e dormir debaixo de um teto.

Ao mesmo tempo, Kordik emocionava-se por ter feito amizade com a estrela de sua equipe. Na convivência, as conversas sempre giravam em torno do futebol e do Dinamo, até que o padeiro teve uma idéia genial: encomendou a Trusevich que em lugar de trabalhar como ele, amassando pães, se dedicasse a buscar o resto de seus colegas.

Não só continuaria lhe pagando, senão que juntos podiam salvar os outros jogadores.
O arqueiro percorreu o que restara da cidade devastada dia e noite, e entre feridos e mendigos foi descobrindo, um a um, a seus amigos do Dinamo.
Kordik deu trabalho a todos, se esforçando para que ninguém descobrisse a manobra.
Trusevich encontrou também alguns rivais do campeonato russo, três jogadores da Lokomotiv, e também os resgatou.
Em poucas semanas, a padaria escondia entre seus empregados uma equipe completa. Reunidos pelo padeiro, os jogadores não demoraram em dar o seguinte passo, e decidiram, alentados por seu protetor, voltar a jogar. Era, além de escapar dos nazistas, a única que bem sabiam fazer.

Muitos tinham perdido suas famílias nas mãos do exército de Hitler, e o futebol era a última sombra mantida de suas vidas anteriores. Como o Dinamo estava enclausurado e proibido, deram um novo nome para aquela equipe. Assim nasceu o FC Start, que através de contatos alemães começou a desafiar a equipes de soldados inimigos e seleções formadas no III Reich.

Em sete de junho de 1942, jogaram sua primeira partida, e apesar de famintos e cansados por terem trabalhado toda a noite, venceram por 7 a 2. Seu seguinte rival foi a equipe de uma guarnição húngara, ganharam de 6 a 2. Depois meteram 11 gols numa equipa romena.

A coisa ficou séria quando em 17 de julho enfrentaram uma equipe do exército alemão e golearam por 6 a 2.
Muitos nazistas começaram a ficar chateados pela crescente fama do grupo de empregados da padaria e buscaram uma equipe melhor para ganhar deles. Trouxeram da Hungria o MSG com a missão de derrotá-los, mas o FC Start goleou mais uma vez por 5 a 1, e mais tarde, ganhou de 3 a 2 na revanche.

Em seis de agosto, convencidos de sua superioridade, os alemães prepararam uma equipe com membros da Luftwaffe, o Flakelf, que era uma grande time, utilizado como instrumento de propaganda de Hitler.

Os nazistas tinham resolvido buscar o melhor rival possível para acabar com o FC Start, que já gozava de enorme popularidade entre o sofrido povo refém dos nazistas. A surpresa foi grande, porque apesar da violência e falta de esportividade dos alemães, o Start venceu por 5 a 1.


Depois dessa escandalosa queda do time de Hitler, os alemães descobriram a manobra do padeiro. Assim, de Berlim chegou uma ordem de acabar com todos eles, inclusive com o padeiro, mas os hierarcas nazistas locais não se contentaram com isso.

Não queriam que a última imagem dos russos fosse uma vitória, porque acreditavam que se fossem simplesmente assassinados não fariam nada mais que perpetuar a derrota alemã. A superioridade da raça ariana, em particular no esporte, era uma obsessão para Hitler e os altos comandos. Por essa razão, antes de fuzilá-los, queriam derrotar o time em um jogo.

Com um clima tremendo de pressão e ameaças por todas as partes, anunciou-se a revanche para 9 de agosto, no repleto estádio Zenit.Antes do jogo, um oficial da SS entrou no vestiário e disse em russo:
- “Vou ser o juiz do jogo, respeitem as regras e saúdem com o braço levantado”, exigindo que eles fizessem a saudação nazista.

Já no campo, os jogadores do Start (camisa vermelha e calção branco) levantaram o braço, mas no momento da saudação, levaram a mão ao peito e no lugar de dizer: – “Heil Hitler!”, gritaram – “Fizculthura!”, uma expressão soviética que proclamava a cultura física. Os alemães (camisa branca e calção negro) marcaram o primeiro gol, mas o Start chegou ao intervalo do segundo tempo ganhando por 2 a 1.

Receberam novas visitas ao vestiário, desta vez com armas e advertências claras e concretas:
- “Se vocês ganharem, não sai ninguém vivo”. Ameaçou um outro oficial da SS.

Os jogadores ficaram com muito medo e até propuseram-se a não voltar para o segundo tempo. Mas pensaram em suas famílias, nos crimes que foram cometidos, na gente sofrida que nas arquibancadas gritava desesperadamente por eles e decidiram, sim, jogar.

Deram um verdadeiro baile nos nazistas. No final da partida, quando ganhavam por 5 a 3, o atacante Klimenko ficou cara a cara com o arqueiro alemão. Deu lhe um drible deixando o coitado estatelado no chão e ao ficar em frente a trave, quando todos esperavam o gol, deu meia volta e chutou a bola para o centro do campo.

Foi um gesto de desprezo, de deboche, de superioridade total. O estádio veio abaixo. Como toda Kiev poderia a vir falar da façanha, os nazistas deixaram que saíssem do campo como se nada tivesse ocorrido.
Inclusive o Start jogou dias depois e goleou o Rukh por 8 a 0.

Mas o final já estava traçado: depois dessa última partida, a Gestapo visitou a padaria. O primeiro a morrer torturado em frente a todos os outros foi Kordik, o padeiro. Os demais presos foram enviados para os campos de concentração de Siretz.

Ali mataram brutalmente a Kuzmenko, Klimenko e o arqueiro Trusevich, que morreu vestido com a camiseta do FC Start. Goncharenko e Sviridovsky, que não estavam na padaria naquele dia, foram os únicos que sobreviveram, escondidos, até a libertação de Kiev em novembro de 1943.

O resto da equipe foi torturada até a morte.

Ainda hoje, os possuidores de entradas daquela partida têm direito a um assento gratuito no estádio do Dinamo de Kiev. Nas escadarias do clube, custodiado em forma permanente, conserva-se atualmente um monumento que saúda e recorda àqueles heróis do FC Start, os indomáveis prisioneiros de guerra do Exército Vermelho aos quais ninguém pôde derrotar durante uma dezena de históricas partidas, entre 1941 e 1942.

Foram todos mortos entre torturas e fuzilamentos, mas há uma lembrança, uma fotografia que, para os torcedores do Dinamo, vale mais que todas as jóias em conjunto do Kremlin. Ali figuram os nomes dos jogadores.

Na Ucrânia, os jogadores do FC Start hoje são heróis da pátria e seu exemplo de coragem é ensinado nos colégios. No estádio Zenit uma placa diz “Aos jogadores que morreram com a cabeça levantada ante o invasor nazista”. Esta é a história da dramática “Partida da Morte”.

O cineasta John Huston inspirou-se neste fato real para rodar seu filme “Fuga para a vitória” (Escape to Victory) de 1982 que chamou muita atenção à época do lançamento porque dele participaram grandes nomes do cinema como Michael Caine, Sylvester Stallone e Max Von Sydow, mas muito mais pela participação de algumas estrelas do futebol, como Bobby Moore, Osvaldo Ardiles, Kazimierz Deyna e Pelé.

No filme John Huston fez o que não pôde o destino: salvar os heróis.

10 verdades que pregamos sobre 10 mentiras que praticamos

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Certo pastor estava buscando levar a igreja à prática da comunhão e da devoção experimentadas pela igreja primitiva (conforme descrita em Atos dos Apóstolos). Logo recebeu um comunicado de seus superiores: “Estamos preocupados com a forma como você vem conduzindo seu trabalho ministerial. Você foi designado para tomar conta dessa igreja e a fez retroceder, pelo menos, uns 40 anos! O quê está acontecendo?”. O pastor respondeu: “40 anos? Pois então lamento muitíssimo! Minha intenção era fazê-la retroceder uns 2.000!”.

Atualmente temos acompanhado um retrocesso da vivência e prática cristãs. Mas, infelizmente, não é um retrocesso como o da introdução acima. Algumas das verdades cristãs têm sido negadas na prática. Como diz Caio Fábio, muitos de nós somos “crentes teóricos, entretanto, ateus práticos”. Segue-se uma pequena lista dos top 10 das verdades que pregamos (na teoria) acerca das mentiras que vivemos (na prática):

I - “SÓ JESUS SALVA” é o que dizemos crer. Mas o que ouvimos dizer é que só é salvo, salvo mesmo, quem é freqüente à igreja, quem dá o dízimo direitinho, quem toma a santa ceia, quem ganha almas para Jesus, quem fala língua estranha, quem tem unção, quem tem poder, quem é batizado, quem se livrou de todo vício, quem está com a vida no altar (seja lá o que isso signifique), quem fez o Encontro, etc e etc. Resumindo: em nosso conceito de salvação, só é salvo aquele que não me escandaliza.

II - “DIANTE DE DEUS, TODOS OS PECADOS SÃO IGUAIS” é o que dizemos crer. Mas, diante da igreja, o único pecado é fazer sexo fora do casamento. Quando um irmão é pego em adultério, é comum ouvirmos o comentário: “O irmão fulano caiu...”. Ou seja, adultério é visto como uma “queda”. Mas a fofoca que leva a notícia do adultério de ouvido a ouvido é permitida (embora, na Bíblia haja mais referências ao mexeriqueiro do que ao adúltero). Estar com o nome ‘sujo’ no SPC é permitido, embora a Bíblia condene o endividamento. Ser glutão é permitido, a ‘panelinha’ é permitida, sonegar imposto de renda é permitido (embora seja mentira e roubo), comprar produto pirata é permitido (embora seja crime) construir igreja em terreno público é permitido (embora seja invasão).

III - “AUTOFLAGELAÇÃO É SACRIFÍCIO DE TOLO”, é o que dizemos crer. Condenamos o sujeito que faz procissão de joelhos, que sobe escadarias para pagar promessas. Ainda assim praticamos um masoquismo espiritual que se expõe em frases do tipo: “Chora que Deus responde”; “a hora em que seu estômago está doendo mais é a hora em que Deus está recebendo seu jejum”; “quando for orar de madrugada, tem que sair da cama quentinha e ir para o chão gelado”; “tem que pagar o preço”.

IV - “ESPÍRITO DE ADIVINHAÇÃO É DIABÓLICO” é o que dizemos crer, mas vivemos praticando isso nas igrejas, dentro dos templos e durante os cultos!
- Olha só a cara do pastor. Deve ter brigado com a esposa.
- A irmã Fulana não tomou a ceia. Deve estar em pecado.
- Olha o irmão no boteco. Deve estar bebendo...
- Olha só o jeito que a irmã ora. É só para se amostrar...
- Olha a irmã lá pegando carona no carro do irmão. Hum, aí tem...

V - “DEUS USA QUEM ELE QUER” é o que dizemos. Mas também dizemos: Deus não pode usar quem está em pecado; Deus não usa ‘vaso sujo’; “Como é que Deus vai usar uma pessoa cheia de maquiagem, parecendo uma prostituta?”.

VI - “DEUS ABOMINA A IDOLATRIA” dizemos. Mas esquecemos que idolatria é tudo o que se torna o objeto principal de nossa preocupação, lealdade, serviço ou prazer. Como renda, bens, futebol, sexo ou qualquer outra coisa. A questão é: quem ou o quê regula o meu comportamento? Deus ou um substituto? Há até muitas esposas, por exemplo, que oram pela conversão do marido ao ponto disso tornoar-se numa obsessão idolátrica: “Tenho que servir bem a Deus, para ele converter meu marido”; “Não posso deixar de ir a igreja senão Deus não salva meu marido”; “Preciso orar pelo meu marido, jejuar pelo meu marido, fazer campanhas pelo meu marido, deixar de pecar pelo meu marido”. Ou seja, a conversão do marido tornou-se o objetivo final e Deus apenas o meio para alcançar esse objetivo. E isso também é idolatria.

VII - A BÍBLIA É A ÚNICA REGRA DE FÉ E PRÁTICA CRISTÃS
...Eu sei que a Bíblia diz, mas o Estatuto da Igreja rege...
... Eu sei que a Bíblia diz, mas nossa denominação não entende assim
... Eu sei que a Bíblia diz, mas a profeta revelou que é assim que tem que ser
... Eu sei que a Bíblia diz, mas o homem de Deus teve um sonho...
...Eu sei que a Bíblia diz, mas isso é coisa do passado...

VIII - DEUS ME DEU ESTA BENÇÃO!
...mas eu paguei o preço.
...mas eu fiz por onde merece-la.
...mas não posso dividir com você porque posso estar interferindo na vontade de Deus. Vai que Ele não quer que você tenha... Se você quiser, pague o preço como eu paguei.

IX - NÃO SE DEVE JULGAR PELAS APARENCIAS. AS APARENCIAS ENGANAM – mas frequentemente nos deixamos levar por elas para emitirmos nossos juízos acerca dos outros. Julgamos pela roupa, pelo corte de cabelo, pelo tamanho da saia, pelo tipo de maquiagem (ou a falta dela), pelo jeito de andar, de falar, pelo aperto de mão, pela procedência. Frequentemente, repito: frequentemente falamos ou ouvimos alguém falar: “Nossa! Como você é diferente do que eu imaginava. Minha primeira impressão era de que você era outro tipo de pessoa”.

X - A SANTIFICAÇÃO É UM PROCESSO DE DENTRO PARA FORA (é o que dizemos) – na prática não basta ser santo, tem que parecer santo. Se a tal ‘santificação’ não se manifestar logo em um comportamento pré-estabelecido, num jeito de falar, andar, vestir e de se comportar é porque o sujeito não se ‘converteu de verdade’

FONTE: Gosto de Ler através de Barbara Matias

Gripados

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e ae galera! faz tempo q não posto nada e resolvi por esse texto aqui muito interessante

A maioria dos crentes que eu conheço vive espiritualmente gripado.
Gripe é uma desgraça… Não mata mais [pelo menos as gripes normais], mas, não deixa você viver também.
Quase todos os estados de enfermidade, exceto aqueles terminais, incomodam muito menos do que o sintoma da gripe, que, hoje, não nos aflige apenas porque se sabe que “gripe é normal”, pois, incomoda…, mas já não mata.
Entretanto, retirando-se a certeza psicológica resultante da experiência de quase 100 anos com o fato de que as gripes em geral apenas incomodam, mas não matam, é que se vive a gripe apenas com os gemidos de seu desconforto, do nariz escorrendo, das juntas quebradas, do corpo doendo como se você tivesse brigado na rua, com os olhos escorrendo, com a cabeça oca, com um desânimo de morte, e, sobretudo, com um travamento até no fluxo do pensar, cansado de tudo, até de pensar…
Existe, todavia, um estado gripal/espiritual, que é a doença mais comum dos crentes.
Não mata, mas ferra a existência…
A maioria dos crentes que eu conheço vive espiritualmente gripado.

É dor, desconforto, cansaço, coriza, juntas quebradas, falta de ânimo, e uma total má vontade com tudo quanto seja trabalho…

Os sintomas da gripe no crente são os seguintes:
Falta de esperança;
Medo de morrer;
Angústia em relação a Deus;
Necessidade dos chás da vovó “igreja”;
Cinismo quanto ao fato que o normal da vida não é viver gripado;
Imunidade baixíssima, daí a gripe nunca ir embora…

E mais:
O lugar mais impregnado de gripe de crente é o ambiente da “igreja”.
Lá é uma câmera de gripe crentina.
O cara entra até bem…, mas logo começa a coriza e, logo depois, os espirros… Então vem a febre alta, e, com ela, os delírios…
O fato é que dentre as gripes, contando a aviária, a suína e outras, nenhuma delas mata mais gente do que a gripe crentina, pois, de fato, seu vírus é resistente a quase tudo, e, em muitos casos, está desenvolvendo resistência até mesmo ao Evangelho.
O estado perene da gripe, quando ela não cede mais, gera a evolução do quadro, de modo que o crente que sofre da gripe crentina acaba desenvolvendo a gripe cretina…
O que pode nos salvar deste estado é apenas vitamina C e cama…
Cristo e cama, só que de joelhos ao lado dela!
Pare a agitação… Descanse e beba de Cristo…
Ele é a cura para esse estado que não mata e não deixa viver!
Nele, que nunca gripou,

Fonte: Site Caio Fábio

Nona acusação: Um silêncio acerca da santificação.

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Há uma falta de ensino sério sobre santidade. Meu caro amigo, com ensino genérico sobre santidade todo mundo concorda. Vamos ser santos. Nós precisamos ser mais santos. Vamos ter uma conferência sobre santidade.
Mas quando você é específico sobre o que isso significa, é ai que tudo fica tumultuado.
“Busque paz com todos os homens,” o escritor de Hebreus nos diz, “e santificação sem a qual ninguém verá o Senhor”.
Alguém acredita nisso?
Você diz, “Irmão Paul, eu tenho sido culpado tão freqüentemente por ensinar, você sabe, religião de obras.”
Escutem-me. Escutem. Novamente, isso remete à regeneração e a providência de Deus. Se Deus verdadeiramente converte um homem, ele vai continuar trabalhando nesse homem, através do ensino, benção, advertência e disciplina. Ele vai certificar-se de que o trabalho que ele começou será completo. E é por isso que o escritor diz, “Sem santificação, sem santidade ninguém verá o Senhor”.
Por quê? Porque se não existe crescimento em santidade, Deus não está trabalhando em sua vida. Se Ele não está trabalhando em sua vida é porque você não é um filho.
Veja as diferenças entre Jacó e Esaú. “Amei a Jacó... Odiei a Esaú”. Porém, Deus cumpriu suas promessas em ambos. Jacó foi abençoado. Esaú foi abençoado. Como Deus demonstrou seus julgamentos e ira contra Esaú e seu amor com Jacó? Eu vou lhe contar como. Ele deixou Jacó à vontade. Ele deixou Esaú à vontade, sem exercer disciplina, sem piedade, nada. Mas ele espancava Jacó até à morte quase todos os dias de sua vida.
A disciplina amorosa, a correção de Deus para nos trazer à santidade.
Agora, há tanto ensino sobre isso, mas deixe-me dizer isso: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo...” Romanos 12:1 e continua no segundo.
Seus corpos. Por que ele diz “corpo”? Eu acredito que para evitar toda essa super espiritualidade.
“Bem, eu dei a Jesus o meu coração e você não pode julgar um livro pela sua capa.”
Bem, a verdade é que, você pode julgar um livro pela sua capa. Jesus nunca disse que você não poderia julgar um livro pela capa. Ele disse que você poderia. “Você os conhecerá pelos seus frutos.”
E se você pensa que deu-lhe seu coração, então ele vai ter seu corpo. E vou lhe contar o motivo. O coração, meu amigo, não é um músculo de bombeamento de sangue ou o fruto da imaginação de um poeta. Ele refere-se à sua verdadeira essência ou centro do seu ser. Não me diga que Jesus tem a sua real essência e o centro do seu ser e isso não afeta seu corpo. Isso não vai acontecer.
E então o que nós fazemos? Nós vamos à Escritura, o que, legalisticamente? Não, extraindo inferências? Não. Apenas baseando-se nos mandamentos da Escritura.
Sobre o quê?
Eu não concordo com tudo que os Puritanos disseram, mas eu amo os Puritanos e uma das razões porquê eu os amo é que acredito que eles honestamente tentaram colocar tudo nas suas vidas abaixo do senhorio de Jesus Cristo.
Suas mentes, por eles terem escrito 800 páginas de livros sobre o que eu devo pensar, de acordo com as Escrituras. O que não deve entrar na minha mente de acordo com as Escrituras? O que eu devo fazer com meus olhos? O que deve entrar nesses ouvidos e o que não deve entrar nesses ouvidos? Como a língua deve ser dirigida? Qual deve ser a direção da minha vida?
E sim, eu vou te assustar até à morte. Como eu devo proceder?
Agora eu tenho que ser cuidadoso aqui. Eu não quero criar inferências e outras coisas. Meu querido amigo, minha esposa diz assim: “Se as suas roupas são uma moldura para o seu rosto, pelo qual a glória de Cristo é manifestada, então é de Deus. Mas se suas roupas são uma moldura para o seu corpo, é sensual e Deus odeia.” Disse o bastante?
Agora, eu posso falar tudo sobre santidade –e santidade não é apenas uma expressão exterior- mas nós nos tornamos um povo que usa a obra interior do Espírito Santo como uma desculpa para dizer que nada vai acontecer no lado de fora. E isso não é verdade.
Alguns jovens dentre vocês clamam provavelmente mais do que eu para que o Espírito de Deus preencha-os e trabalhe em vocês, mas é necessário apenas meia hora de televisão para entristecê-lo de tal forma que ele estará a quilômetros de vocês.
99% pura, 1% esgoto, Eu não bebo.
Uma vez eu estava tendo lutas e Leonard Ravenhill estava conversando com um querido amigo meu que estava dizendo, “Irmão Leonard, um rapaz , o irmão Paul, ele está realmente tendo lutas.” E ele mandou um folheto. Eu ainda tenho aquele folheto. Eu nunca, NUNCA, vou me desfazer daquilo. Ele dizia, “Outros podem, você não.”
Eu não necessariamente concordo com tudo.
Escute-me rapaz. Eu não vou a shoppings. Eu não vou, não porque sou mais santo do que você. É porque eu sei quem eu sou.
Existe a história de um dos mais refinados, melhores violinistas na Europa tocando em um último concerto, um homem velho. E quando ele finalizou um rapaz andou até o violinista e disse, “Senhor, eu daria minha vida para tocar como você.”
E o velho homem disse, “Filho, eu dei minha vida para tocar como eu.”
“Eu quero o poder de Deus em minha vida” Então algo tem que ser abandonado/perdido.
“Eu quero conhecê-lo.” Então uma separação deve acontecer.
Deixe-me dizer-lhe uma coisa jovem, todo mundo está andando por ai, todos seus pequenos retiros e todas suas conferências e encontros com abraços grupais e cantando Kumbayah e tudo mais. Talvez você tenha que ficar sozinho no deserto com Deus e jejuar por sete dias de joelhos estudando o livro de Salmos, apenas ficando a sós com Deus, pertencendo a Ele.
Para ser um homem de Deus deve existir um senso onde algumas vezes até sua esposa que é da sua própria carne, uma com ela, ela olha em seus olhos e sabe que não pode ir onde você está indo.
Existe silêncio acerca da santificação. Eu penso, “Não se una a descrentes; porque qual parceria há entre retidão e iniqüidade?” Nenhuma. “Ou qual companheirismo tem a luz com as trevas?” Nenhum. Trevas é o oposto da revelação de Deus.
Ou que harmonia Cristo tem com Belial? Nenhuma. Ou o que tem o crente em comum com o descrente? Nada.
Ele diz, “Saia do meio deles.” Saia do meio do que? Saia do meio da iniqüidade, trevas, tramas satânicas e da vida e mundanismo do descrente. Saia disso.